Landing pages em escala
Engenharia, produto e marketing tinham necessidades que competiam entre si na criação das páginas. O trabalho foi encontrar uma estrutura que atendesse os três sem que cada lançamento virasse um projeto do zero.
Múltiplos mercados, escala regional
O ecossistema reunia mais de 50 landing pages distribuídas em sete países da América Latina. As diferenças de tarifas e regras comerciais exigiam versões específicas para cada mercado.
Na prática, qualquer atualização precisava ser repetida manualmente em várias páginas, tornando a manutenção lenta e difícil de escalar.
↳ Cada variação de tarifa exigia manutenção manual isolada — sobrecarregando engenharia e design a cada atualização regional.
Equilibrando velocidade e manutenção
O projeto precisava atender necessidades diferentes dentro da empresa.
Estruturando um sistema reutilizável
Comecei mapeando todas as landing pages para identificar padrões de estrutura e conteúdo. Como o volume de interfaces era grande, priorizei as páginas de maquininhas.
Comparei as páginas no Figma para identificar o que mudava entre os países e o que podia virar componente. A partir desse mapeamento, defini as regras de cada bloco, como limites de conteúdo, variações de layout e propriedades editáveis.
Alinhei essa estrutura com a engenharia para que cada componente tivesse correspondência direta com os campos do builder.
Adaptando o Andes para o builder
Os novos blocos foram construídos seguindo os padrões do Andes, o design system do Mercado Pago, mas adaptados às necessidades do builder de landing pages.
Alinhamento com a engenharia
Mantive a estrutura e a nomenclatura dos componentes alinhadas ao repositório utilizado pela engenharia, facilitando a implementação e a manutenção.
Documentação dos componentes
Documentei os novos blocos e suas variações para que pudessem ser reutilizados em outras páginas e evoluídos de forma consistente pela equipe.
Padronização dos assets visuais
Além dos componentes da interface, também estruturei os assets das landing pages. As imagens das maquininhas variavam entre os países por conta de moedas, bandeiras e ofertas, o que gerava dezenas de versões para manter.
Organizei esses materiais no Figma usando componentes, variantes e instâncias. Assim, alterações no modelo principal eram refletidas automaticamente nas versões regionais, reduzindo o trabalho manual de atualização e exportação.
Menos trabalho manual
Antes, boa parte do tempo era gasta adaptando layouts e exportando imagens para cada país. Com os blocos funcionando direto no builder, esse trabalho praticamente desapareceu. Passei a dedicar muito mais tempo à evolução dos componentes, aos testes e às melhorias da experiência junto com a squad.